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BTS: Mulher acusada de beijar Jin à força falta em audiência

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(FOTO: Reproducao web)

A primeira audiência do processo contra a mulher japonesa acusada de beijar à força o integrante do grupo BTS, Jin, foi adiada após ela não comparecer ao tribunal.

Mais de dois anos após o episódio, o caso finalmente começou a tramitar na Justiça sul-coreana depois que a investigação, conduzida com auxílio da Interpol, foi retomada com o retorno voluntário da acusada à Coreia do Sul. No entanto, a audiência inicial acabou sendo adiada por causa de sua ausência.

Na última segunda-feira (14), o juiz Lee Ji Min, da 9ª Vara Criminal do Tribunal Distrital do Leste de Seul, deveria conduzir a primeira audiência contra a mulher, identificada apenas como A, denunciada pelo crime de ato obsceno forçado. Como ela não compareceu ao tribunal, a sessão não pôde ser realizada.

Segundo a Justiça, a defesa enviou uma manifestação por correspondência, mas o objetivo do documento não ficou claro. Com isso, uma nova audiência foi marcada para as 11h do dia 16 de julho.

RELEMBRE O CASO COM O CANTOR DO BTS

O caso aconteceu em 13 de junho de 2024, durante um evento especial realizado no Ginásio Coberto de Jamsil, em Seul, para celebrar a dispensa militar de Jin. Cerca de mil fãs participaram da ação, que permitia um breve abraço no cantor.

De acordo com os promotores, quando chegou sua vez na fila, A teria abraçado o cantor pelo pescoço e o beijado na bochecha sem o consentimento do artista. Vídeos do momento viralizaram nas redes sociais e mostraram o integrante do BTS visivelmente surpreso com a atitude.

Após a repercussão, fãs registraram uma denúncia por meio do Portal Nacional de Petições da Coreia do Sul, pedindo uma investigação. A mulher retornou ao Japão logo após o evento, o que dificultou o andamento do caso. Embora tenha sido identificada com ajuda da Interpol, ela permaneceu fora do país, levando a polícia a suspender temporariamente a investigação.

O processo foi retomado quando A voltou voluntariamente à Coreia do Sul para prestar depoimento. Em novembro de 2025, o Ministério Público apresentou denúncia sem solicitar sua prisão.

Durante a investigação, a acusada afirmou que não teve intenção criminosa e acreditava que o gesto era apenas uma demonstração espontânea de carinho por uma celebridade. Posteriormente, ela declarou à emissora japonesa TBS News: “Estou chateada. Nunca imaginei que isso seria considerado um crime”.

Os promotores, porém, sustentam que o consentimento da vítima é o fator determinante e que a intenção alegada pela mulher não elimina a possibilidade de responsabilização criminal. Especialistas em direito sul-coreano também afirmaram que esse tipo de justificativa dificilmente seria aceita pelos tribunais.

O julgamento é acompanhado de perto por fãs do BTS e pela imprensa internacional, já que se trata do primeiro desdobramento judicial de um caso que permaneceu em evidência por mais de dois anos.

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